5 Respostas to “Não É Homofobia: Uma História Real”

  1. Jorge disse:

    Ao ler essa historia vi muito da minha vida (desculpem a falta de acentos no texto).
    A diferenca eh que no meu caso, eu nao pude fazer ballet pq minha familia dizia achar ridiculo, minha mae detestava quando eu dancava, independente do que fosse, eu nao podia andar de patins pq nao era “bailarina do gelo” e coisas do tipo.

    Na escola, apesar de adorar estudar, eu detestava ir a aula pq todos os dias apanhava. As aulas de educacao fisica que eram fora do horario de aula era uma verdadeira tortura. Eu faltava em quase todas e era reprimido por isso pela professora, que, mesmo ao notar o meu desconforto, silenciava diante dos ataques dos outros alunos ao mesmo tempo que me obrigava a jogar futebol mesmo sem eu ter vontade alguma, apesar de deixar dois outros alunos ficarem no banco…esses dois tbm gays, mas visinhos da mesma.

    Depois que cresci, mudei de escola e no ensino medio as coisas mudaram um pouco, na escola em que estudei, apesar de publica e na periferia, era o ambiente mais tolerante que conheci. Haviam meninas que se beijavam no patio e quando o diretor uma vez as reprimiu, houve um levante dentro da escola, inclusive os alunos evangelicos, os quais todo o mundo acreditava serem os que “discriminavam”, foram participantes do levante.

    Mas a discriminacao real continuou na familia, com os meus pais e irmaos, alguns vizinhos tbm. Mas eu parei de ligar para isso e comecei a viver a minha vida da minha maneira. Como esta no texto “eles estaam apenas fazendo uso do direito de livre expressao”.

    Fui discriminado por policiais civis uma vez no parque ibirapuera, no qual uma policial, ao me ver conversando com um rapaz, disse que era para sairmos do local pq o chefe da viatura parada proximo ao banco nao gostava de gente do nosso tipo, e se quisessemos juntar com gente da nossa laia, deveriamos ir para o autorama que la era o nosso lugar. Nesse dia chamei a policia e, nao sei se foi pelo motivos dos civis e militares nao se tolerarem muito, mas os policiais militares foram de grande prestesa e nos apresentaram inclusive um advogado.

    Enfim, vivemos em uma sociedade em que as pessoas te xingam, te agridem fisica e psicologicamente, te exclui, te torna um cidadao de segunda classe….mas tudo isso fazem sem culpa, estao apenas usando a liberdade de expressao.

  2. Rita Candeu disse:

    Ótimo texto….

  3. Johnny Dias disse:

    Marcelo Gerald me agradeceu por compartilhar com vocês a história do Ruleandson, mas saiba que ao ler foi a primeira coisa em que pensei: ” A história dele não poderia ficar no anonimato”, porque também ela é um pouco a minha, e quem sabe a sua , história.
    As palavras soaram como trovões em meus pensamentos e conceitos, meu corpo conceitual fora ficando pequeno frente a apresentação de dor que as palavras de Rule tomava.
    Fiquei pensando no de dentro do de dentro dele, aquele estágio ou espaço tão íntimo que não podemos revelar ou nomear, seja por falta de palavras ou por elas pouco acessarem ao real sentido.
    Rule não é apenas herói, ele é um Nietzsche pós-moderno, ele que se embalsama em Baumann, ao criar seus próprios conceitos, ele nos ofereceu o sangue de uma placenta, que hoje gerou o futuro, e este futuro, muito significativo, só acontecerá se os leitores, conscientes da leitura e de sua urgência, se postarem de maneira clara, ao seu modo, mas nunca optando pelo silêncio, pois este só é devido quando o mais importante já fora dito.

  4. Leandro Oliveira disse:

    Tão simples e tão triste é realmente lamentável como os seres humanos tratam uns aos outros. Mas acredito que não se oprimindo, se expressando, mostrando quem você verdadeiramente é que conquistaremos espaço e poderemos viver livremente as nossas vidas. Ruleandson do Carmo você é um heróis da vida real. Parabéns.

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